Tudo vai pro Lixo?
Um guia prático para transformar resíduos em impacto positivo.
Hambis Hábitos Sustentáveis
01/06/2025
Um guia prático para transformar resíduos em impacto positivo.
Hambis Hábitos Sustentáveis
01/06/2025
Aprenda como identificar plásticos recicláveis nas embalagens e faça escolhas conscientes que reduzem o lixo e aumentam o impacto positivo no meio ambiente.
Iana Martins
12/06/2025
7/17/2025
Antes de falarmos em algoritmos, vamos olhar para o que nos motiva: Sustentabilidade. Boa parte dos resíduos recicláveis no Brasil se perde porque o processo de triagem é ineficiente, seja pela falta de infraestrutura, educação ambiental, ou pela sobrecarga humana, toneladas de materiais valiosos acabam em aterros ou são incineradas. Para piorar, há pouca visibilidade sobre o que realmente é coletado, reciclado ou rejeitado.
Na Hambis, a pergunta que fazemos todos os dias é: E se fosse possível transformar cada resíduo triado em um dado útil? E se pudéssemos tornar o trabalho das cooperativas mais justo, eficiente e digitalizado? Foi com esse questionamento em mente que decidimos desenvolver um sistema de visão computacional aplicado à triagem de recicláveis. Nosso objetivo é claro: transformar o descarte em um ponto de dados valioso, criando um fluxo de informações que até então é inexistente no nosso setor.
A premissa é simples: a tecnologia precisa ser acessível. Isso significa não só um custo inicial baixo, mas também facilidade de manutenção e adaptabilidade a ambientes desafiadores. Optamos por plataformas de computação embarcada, combinadas com câmeras de boa qualidade e principalmente, investimos em custo-benefício desses materiais. A estrutura permite o processamento local das imagens (edge computing), minimizando a dependência de conectividade constante e processamento avançado em núvem.
Modelos de IA só são bons quando os dados são bons. No contexto da reciclagem, isso significa ir além de datasets ideais. Nosso compromisso é com a autenticidade dos dados. É por isso que estamos ativamente em campo, nas cooperativas, realizando gravações e a anotação criteriosa das imagens de resíduos – sujos, dobrados, contaminados, sob diferentes luzes – exatamente como eles chegam.
Essa fase crucial de "construção de dataset no mundo real" é o vai garantir que nossos algoritmos, baseados em redes neurais convolucionais (CNNs) amplamente utilizadas no mercado, evitem vieses e entreguem precisão nas condições reais. Cada imagem anotada constrói a base de uma inteligência aplicável e confiável.
Sabemos que o caminho é desafiador. Os obstáculos são inerentes a um setor que precisa de inovação:
Nós não fugimos desses desafios. Nós os abraçamos
Foto: Esteira de separação na cooperativa
Mais do que detectar resíduos, queremos criar inteligência coletiva na gestão de materiais recicláveis. Almejamos capacitar as cooperativas e o setor de reciclagem com dados e ferramentas para tomadas de decisão estratégicas.
Se conseguirmos:
Então, estaremos não apenas inovando tecnologicamente, mas reposicionando as cooperativas como protagonistas da economia circular. Com dados claros, elas poderão negociar melhor, comprovar seu impacto ambiental e social (ESG), atrair investimentos e influenciar políticas públicas.
Nosso valor está nos dados, na eficiência e na rastreabilidade que entregamos. O mercado é vasto – de municípios a grandes empresas com metas ESG – e a necessidade de inteligência em resíduos é urgente.
Este projeto ainda está em construção, mas já revela algo poderoso: é possível levar tecnologia de ponta para onde ela realmente importa — para perto das pessoas, das comunidades e dos desafios reais do dia a dia. A verdadeira inovação nasce da escuta atenta e da construção coletiva com quem vive os problemas e busca soluções com a gente.
Não queremos apenas aplicar IA. Queremos traduzir a inteligência artificial em impacto real, sustentável, rastreável e justo. Caso você queira acompanhar essa jornada ou contribuir com essa transformação, estamos de portas abertas!